Sobre mídias sociais
janeiro 30, 2010
“Beijo, me liga e me segue no twitter!” Dessa forma minha sobrinha de 11 anos despediu-se e me deixou com uma dúvida cruel: TERIA ELA REALMENTE UM TWITTER?
Acompanhei de perto essa semana pela internet o Campus Party, um grande evento que reúne profissionais da web, do design, das mídias sociais, nerds, antenados, entre outros, e o que me chamou a atenção foi o fácil acesso que todos no “acampamento” tinham a fontes de informações valiosas. Grandes planners que trabalham com políticos internacionais e grandes nomes da propaganda mundial compartilharam sua sabedoria e renderam-se ao jeitinho brasileiro de ser, transformando as palestras em mesas redondas aonde todos participavam.
Eu, como um bom fanático, vi todas as palestras que transmitiram sobre blogs, do jornalismo sério ao humor, mas as mais fascinantes foram as sobre mídias sociais, um assunto novo, que chegou de mansinho, e que hoje todo profissional de publicidade deve, pelo menos, considerar sua utilização, devido ao seu custo e abrangência! Ouvi muitos profissionais da área falando que é mais barato usá-la do que não fazer seu uso.
Na minha Humilde opinião, mídias sociais são o retrato da coletividade de tudo que somos. Não é uma ciência exata, ela trata do elemento mais complexo que existe no planeta: a essência humana! Então amigos psicólogos, sociólogos e afins, vocês tem um campo de pesquisa imenso a ser desbravado, um universo novo, único e que ainda promete muitas surpresas.
No fim das contas, minha sobrinha realmente possui um twitter, e para minha surpresa, apesar de seus 11 aninhos, ela twitta melhor do que muitos marmanjos que conheço…
Sobre a tragédia do Haiti
janeiro 17, 2010
Passei a semana lendo notícias sobre a tragédia do Haiti; Vi a comoção de amigos, fotos chocantes, pessoas se mobilizando e tentando enviar auxílio, vi também celebridades doando grandes quantias para amenizar o sofrimento das vítimas. É impressionante o quanto essas situações extremas despertam o que há de melhor no ser humano.
Quando paramos para pensar sobre o assunto, geralmente as perguntas erradas nos vêem a mente, perguntas do tipo: “Porque isso aconteceu?” E a resposta para essa pergunta está além de nossa compreensão. Envolver crendices e superstições não traria uma resposta concreta, e não resolveria o problema.
A pergunta que deveria vir à mente de todos nesse tipo de situação é: “COMO POSSO AJUDAR?”
Você que está rezando toda noite para seu Jesus Cristo, ou para seu Buda que seja, coloque em prática os ensinamentos deles também! Pratique a caridade e o amor que eles tanto falavam em seus discursos. Colabore com alguma das muitas campanhas que pessoas de bem estão fazendo para ajudar essas pessoas que tanto necessitam agora. A humanidade agradece, o Haiti também.
Para finalizar, gostaria de dizer que a cada dia que passa tenho mais orgulho de ser brasileiro, orgulho de ter nascido no mesmo país que Zilda Arns, uma verdadeira heroína, muito diferente dos heróis de chuteira que costumamos idolatrar.
Consolo
janeiro 6, 2010
Não gosto de escrever sobre assuntos tristes, sempre quando exponho um pouco de minha tristeza a meus amigos, sinto um vazio enorme no peito. O natal em especial para minha família é uma data que só comemoramos pelas crianças; meu pai, o grande patriarca da família partiu dessa para uma melhor no dia 26 de dezembro de 1999 e a comemoração nessa data perdeu um pouco o sentido para nós. Ainda preservamos as tradições natalinas para que meus sobrinhos pequenos vivam aqueles momentos alegres que eu, minha mãe e minha irmã tivemos o privilégio de viver juntos. Não seria justo tirar deles essa alegria.
Fiquei 2 semanas fora de São Paulo e viajei 1000 km de carro sozinho, e nesse percurso de volta presenciei muitos acidentes nas estradas. A maioria deles por imprudência, e que poderiam ser evitados se os condutores deixassem de lado essa pressa tola e sem sentido que é a principal causa de tragédias no trânsito. Apesar disso tudo, pude ver bondade e solidariedade nas estradas; motoristas prestativos ajudando as vítimas e uma polícia sempre atuante, e pronta para ajudar os que necessitavam. Foi um longo caminho, que me fez pensar muito sobre a nobreza de algumas pessoas, e isso acendeu em mim uma chama de felicidade, apesar de estar presenciando momentos tensos e desesperadores.
Já em São Paulo, percebi que a alegria de estar com minha família me afastou de acompanhar as notícias de perto. Quando parei para ler as notícias que deixei passar me deparei com mais tragédias e desmoronamentos, gente soterrada e mais tristeza. Chegando em casa após o serviço vi pela TV o depoimento de um pai falando sobre a filha que morreu soterrada na pousada que pertencia a família. Cortou-me o coração ver as palavras do pai sobre uma menina alegre e talentosa. Mais uma perda prematura e dolorosa.
Ver tanta tristeza e sofrimento alheio me fez esquecer um pouco meus pensamentos egoístas e me fez lembrar o verdadeiro significado das festas de fim de ano: RENASCIMENTO. E mesmo antes das religiões, essa data já significava isso para astrólogos e estudiosos, que viam essa data como um período para refletir sobre nossas vidas e atitudes. De uns tempos para cá passei a aceitar melhor essa idéia, e também comecei a acreditar que essas partidas repentinas são apenas um “até logo”, e que sempre devemos acreditar em coisas boas, mesmo nos momentos difíceis…
O enorme saco do bom velhinho….
dezembro 18, 2009
Provavelmente esse vai ser o último texto do ano. Após esse ano conturbado e cheio de decepções, conquistas e vitórias quero um tempo longe dos computadores para avaliar meus valores e preparar tranquilo as metas para o ano que adentra.
Muita coisa aconteceu em 2009; amigos se casaram, outros se separam, alguns chegaram de longe e outros partiram para não mais voltar, mas espero que todos tenham tomado as decisões certas, e espero que todos saibam que estou aqui para o que precisarem!
De 2010 espero muitas coisas; que meu melhor amigo se encontre como eu consegui me encontrar, que os amigos solitários encontrem suas almas gêmeas; que os casados continuem assim, e que seja eterno e sublime esse período. Em 2010 eu pretendo dar mais risadas, e quero olhar para trás e ver que as peças que a vida nos prega são ensinamentos, e quase sempre são para nosso bem…
Quero também que os meus novos amigos se tornem mais presentes em minha vida, e que nessa nova jornada que começa eu possa continuar a contar com eles e que eles saibam que tem em mim um porto seguro. E se não for pedir demais, quero mais amor (bem mais), mais viagens e mais dinheiro no bolso.
E a vocês amigos que leram pacientemente esse humilde blog durante 2009, eu desejo um final de ano maravilhoso, que todos transem bastante, e espero que nesse natal, o velhinho batuta coloque o seu saco enorme em sua mão, e que traga nele muita paz, muita serenidade e muita alegria, porque é disso que todos precisamos!
Superação…
dezembro 9, 2009
Não sou um torcedor fanático, não compro camisas, não vou a estádios, e se comparado a alguns amigos, chega a parecer que nem mesmo gosto, tamanho o fanatismo deles. Mas o futebol foi uma presença constante em minha infância e adolescência; meu pai era fanático por esportes, com ele, eu assistia o saudoso “canal 100”, aqueles pequenos documentários que faziam uma final de carioca parecer uma batalha de titãs; com ele descobri como era frequentar estádios de futebol; e dele herdei toda a minha admiração por esportes. Todos que pratiquei o tive como maior incentivador e torcedor.
Domingo assistindo a última rodada do Brasileirão, senti um vazio imenso, talvez por meu pai ser Rubro-Negro doente e não ter presenciado o hexa, ou simplesmente por não tê-lo do meu lado, mas enfim, essa reta final foi tão emocionante e imprevisível, que se me falassem que foi escrita por algum roteirista inspirado eu não duvidaria. Um Espetáculo para os olhos e desafio para o coração dos torcedores fanáticos como meu finado pai.
Particularmente, nunca em minha puta vida presenciei uma reação como a essa, uma arrancada do 12º lugar ao título. Tudo isso graças a um jogador Sérvio que diziam que estava na reta final de sua carreira; um artilheiro que teve problemas com bebidas, deu a volta por cima e alcançou novamente seu lugar merecido, e o maior exemplo de superação que vi: Um jogador que há poucos meses atrás quase perdeu a perna devido a uma lesão grave, conseguiu se recuperar e ser o herói do último jogo. Um exemplo de vida, um exemplo de raça. Esse título me lembrou o de 1992, da mesma forma o time começou desacreditado, mas liderados por outro vovô garoto o time se superou e foi pela quinta vez campeão brasileiro.
Fanatismos aparte, temos muito que aprender com a vitória do Flamengo: Patrocinadores, CETs, estádios ajudam bastante, e tornam a vida de um time mais fácil, enchem olhos e bocas de torcedores, mas nada disso substitui humildade, garra e RAÇA. Esses poderosos adjetivos separam os homens dos meninos e isso não só no futebol, podemos levar esses ensinamentos para todas as áreas de nossas vidas…
Balanceando equações…
novembro 26, 2009
Hoje me peguei discutindo com um desconhecido em um site de “relacionamento”; o motivo da discussão foi um comentário de um amigo: “Alguém muito sádico e mal intencionado criou esse sistema de vida perverso em que nunca conseguimos estar bem em todos os níveis.” E o desconhecido mencionou “Deus” como o culpado.
Não sei em quais “níveis” esse amigo está passando por dificuldades, mas concordo com ele, existem inúmeras variáveis nessa equação que vivemos e um resultado positivo depende do equilibrio entre todas elas. Infelizmente a variável financeira influencia todas as outras, fazendo com que todas dependam dela, direta ou indiretamente.
Eu não sou maniqueísta, não acredito em bem e mau, céu e inferno, e também não acredito que se existir mesmo um criador, que criou o céu e a terra e nos criou à sua imagem e semelhança, fosse capaz de colocar em nossas vidas detalhes tão crueis e sem sentido. O grande responsável por esse sistema é o próprio homem, que moldou instituições perversas à sua imagem e semelhança.
Resta a nós buscarmos a tão sonhada felicidade, independente de credo, dívidas e desilusões. Devemos deixar de lado os valores mundanos e nos envolver com aquilo que realmente valha à pena, e parar de culpar mitos e crendices pelos nossos fracassos…
5 Gringos na terra dos hermanos!
novembro 12, 2009
Estou há algum tempo sem escrever, devo confessar que desde o último texto não vivenciei nada que valesse a pena escrever, e também aguardava ansioso por um acontecimento que planejo há muito tempo e finalmente se concretizou: Minha viagem a argentina!
Eu estava passando por um momento de ansiedade e um pouco de tristeza e frustração no campo profissional, mas quando confirmaram o line up do Creamfields (um festival de música eletrônica famoso no mundo inteiro), e quando vi nos sites das empresas aéreas os valores das passagens, resolvi que era a hora, e que eu precisava desse passeio, porém na semana que antecedia a viagem, resolveram cancelar o evento, mas decidimos ir do mesmo jeito, apenas para curtir o que a cidade teria para oferecer nesses 5 dias. E não me decepcionei, é impagável viajar com seus amigos e compartilhar sensações e emoções, e poder olhar para o lado e ter alguém para ouvir você dizer: ISSO FOI FODA!
Eu sempre quis conhecer a Argentina; sempre me falaram que era um pedaço da Europa na América latina e ao mesmo tempo uma colcha de retalhos de culturas e costumes. E para quem conhecia argentinos apenas pela televisão foi uma surpresa, realmente eles são chatos e complicados, mas são em sua maioria são pessoas boas e prestativas, com exceção dos garçons e taxistas. Os garçons te atendem como se estivessem te fazendo um favor, totalmente grossos e despreparados, já os taxistas além da falta de educação, nunca param na rua; toda vez que saiamos do hotel, era um parto para conseguir um taxi. E por falar em transportes, sai muito barato andar de taxi por lá, e o metrô da cidade é velho, perigoso e confuso. No fim das contas acabamos andando (e gastando muito) de taxi.
A comida argentina é maravilhosa, comemos em lugares excelentes e caros, e em contrapartida também degustamos da cozinha simples, barata e popular entre os argentinos, e ambas eram excelentes. Mas depois de provar todas essas gostosuras e carnes gordurosas, conclui que o argentino deve viver menos, eu mesmo nesse pequeno período de tempo, devo ter perdido alguns anos de vida. Os doces são um assunto aparte, os famosos sorvetes de doce de leite e os alfajors me adicionaram alguns centímetros de cintura que terei que perder…
A vida noturna é uma loucura, conhecemos os 2 extremos da noite também! Um club que na sua frente só tinha carros importados estacionados, com as mulheres maravilhosas, porém rolando no som “music for playboy dance”; um dance music vagabundo que chegou a embrulhar o estômago. Por outro lado, fomos na mesma noite para um club que era vizinho de uma balada “heavy metal”, os roqueiros passavam e xingavam quem estava na fila, porém nesse outro, que ficava no coração de Buenos Aires, sentimos a verdadeira vibe e a animação do povo argentino. E lá rolava um som da melhor qualidade, atual e super dançante.
Fora toda essa aventura, fizemos passeios de turistas comuns também, conhecemos vários pontos históricos (e são muitos), e como bons brasileiros conhecemos La Bomboneira. Ficamos deslumbrados com a arquitetura na cidade, um mistura do clássico europeu e o contemporâneo. Um amigo meu chegou a dizer que trocaria fácil nosso Brasil pela Argentina, cheguei a concordar por um tempo…
Foi uma viagem maravilhosa e necessária, não só pra mim, mas também para todos os que me acompanhavam. Sei que eles também precisavam se sentir queridos e também precisavam ouvir aquelas palavras amigas. E quanto a trocar nosso Brasil pela Argentina? Não, obrigado, nosso terceiro mundo é muito melhor!
Obamis não né!
outubro 13, 2009
Essa última semana foi marcada por notícias curiosas. O adultério de David Letterman revelado em rede nacional, a escolha do Rio como sede das olimpíadas (que não achei surpresa), o trailer de Toy Story 3 que vazou na internet e Margie Simpson nua nas páginas de novembro da Playboy americana.
Mas, uma notícia em especial me decepcionou muito: o Prêmio Nobel da paz recebido por Barak Obama.
Decepcionou-me porque sempre fui admirador da história desse prêmio, que foi o legado de Alfred Nobel para o mundo. Alfred tornou-se milionário por causa de suas numerosas descobertas na área de explosivos, em especial, a dinamite. Ciente dos malefícios que suas invenções trariam para a humanidade, resolveu premiar aqueles que se destacassem em suas descobertas nas áreas de Física, Química, Medicina, Literatura, Ciências Econômicas, além dos que se empenhassem na luta pela paz entre os povos (Nobel da paz).
A meu ver, Barak Obama está longe de ser um destaque nessa área. O motivo que alegaram para essa escolha foi “a luta de Obama pelo desarmamento nuclear”, mas não vejo nada de nobre nisso, já que manter os desafetos sem poder de fogo é excelente para um país como os EUA. Das promessas eleitoreiras, a retirada das tropas do golfo assim que assumisse o governo era a principal. Hoje, planeja-se essa retirada para 2011. Não se pode abrir mão da galinha dos ovos de ouro!
A cada dia que passa acredito menos nas pessoas. Ontem foi por água abaixo a minha admiração por uma instituição que premiava as pessoas que lutavam pela humanidade. Premiaram o presidente de uma nação que luta pela paz, patrocinado pela guerra.

O Dom que Deus lhe deu!
setembro 25, 2009
Eu tenho amigos de todos os tipos. Alguns são simples, pensam de maneira simples, mas nem por isso deixam de ter bons corações. Tenho amigos inteligentes também, que tem uma visão muito crítica e abrangente do mundo que vivemos, e geralmente as conversas com eles (as) são longas e proveitosas. Todos eles me cativam de uma forma diferente, e é assustador o potencial de cada um deles.
Atualmente moro com meu melhor amigo, e sou muito grato por isso, ele é o pilar de sustentação da minha vida. Ele, como muitos outros amigos, também foi abençoado com um dom muito especial; passo horas ouvindo ele tocar e fico inconformado por ele não ter conseguido galgar seu espaço nesse meio ainda. Talvez por sua maneira equivocada de pensar, ou talvez por sua personalidade explosiva e às vezes até anti-social. Fico com pena, o público em geral perde com isso.
Há algumas semanas atrás comecei a fazer um curso de design com um grande amigo, e a cada dia que passa eu fico mais assustado com a genialidade desse menino, não só pelo conhecimento profissional dele, seu caráter e seus valores me fazem acreditar que existem pessoas boas ainda nesse mundo. E seu talento para produzir música eletrônica então? No final da aula passada ele fez uma demonstração de 20 minutos que de deixou passado, sai bobo da casa dele. Mas como todo gênio, é inseguro, vê limitações que não tem, e isso o impede de crescer.
Acredito que o talento é um dom que custa caro, ele nos torna mais exigentes e perfeccionistas, e nem todo mundo sabe lidar com esse ônus. Quem não tem uma personalidade forte, acaba fazendo as escolhas erradas, fica louco ou se entrega a mediocridade. Não estou dizendo que ter talento é carregar um fardo, mas as pessoas que possuem esse dom devem ser sempre bem orientadas.
Eu nunca fui muito ligado a astrologia e a simbologia do zodíaco, mas de uns tempos pra cá comecei a aceitar mais essa idéia. As pessoas realmente seguem padrões, e o que as difere é a quantidade “tempero” usado pelo criador. E o curioso é que as pessoas mais interessantes são as mais carregadas no tempero, ou as “apimentadas” demais. Eu poderia falar horas sobre meus amigos talentosos, tenho vários, e em todos os campos possíveis, mas para encerrar: CUIDE E TRABALHE BEM SEUS DONS, eles são uma benção e são para seu bem, são eles o motivo de você ser único e especial. Arte, música, conhecimento e amor sãos as coisas que fazem valer a pena viver, o resto, não é preciso!

Terça feira, 8 de setembro de 2009, era para ser mais um desses dias tediosos que sucedem os grandes feriados. Após uma noite mal dormida devido a uma contusão acidental, chego ao trabalho desesperado por uma xícara de café e ávido a ler as notícias sobre o feriadão. Logo tenho a primeira surpresa do dia: “comprei dois ingressos pro show do Blue Man Group e ganhei um terceiro. Quer ir?”, disse um amigo que trabalha comigo. E o dia que tinha tudo para ser um porre começa a melhorar.
Blue Man Group. Eu já tinha visto uma matéria na TV sobre eles, mas nada que me chamasse atenção a ponto de pagar para ver. Pesquisei na internet e vi que era um trio que faz apresentações quase que teatrais e multimídia, com ênfase em percussão. Bem, assim ficou mais atraente o passeio!
Quem está acompanhando as notícias sabe que São Paulo está um caos devido à chuva.
E por um capricho do destino, não pegamos sequer um engarrafamento, o corredor norte sul estava vazio. Parei para pensar e concluí: “isso está muito estranho, tudo dando certo, acho que pra compensar tudo de bom que passamos o show vai ser uma porcaria”! Mas, para minha surpresa não foi. Quando as luzes do Credicard hall se apagaram e as sombras atrás da cortina começaram a tocar, vi que não seria apenas um show de percussão.
Literalmente veio sobre a platéia uma avalanche de informações que contagiou todo mundo e fez bater palma e gritar o mais tímido dos espectadores. Um show interativo e multimídia que, por trás de frases simples, trazia consigo uma forte crítica ao superficialismo do ser humano e sobre nossas motivações. Prestando atenção em algumas letras, me senti novamente no show do Radiohead, pelas letras “subliminares” de algumas canções e pelo espetáculo visual. Destaque para o piano de calda aberto e inclinado para que suas cordas fossem usadas como tambor.
Acredito que esse foi o espetáculo mais insano que presenciei. Uma mistura de feeling, dinamismo, inteligência e animação. E tudo isso em uma terça-feira chuvosa que tinha tudo para ser aqueles dias tediosos que não tem fim…






